O histórico do ex-centroavante Roger Rodrigues da Silva, natural de Campinas e hoje treinador - é marcado de extrema curiosidade. Afinal, qual atleta revelado por um clube - como foi o caso dele na Ponte Preta em 2003, e sequência em mais três anos - voltasse a defendê-lo por mais quatro vezes, na condição de empréstimo?
Pois isso ocorreu nas temporadas de 2007, 2012, 2016 e 2020, porém com fase marcante nos primeiros três anos de clube, com faro de gols e confissão que aquele era o seu coração.
Roger, que em janeiro passado completou 41 anos de idade, se despontou como o atacante com presença frequente na área para complemento de jogadas - quer no chão, quer por cima - assim como nas construções de jogadas. Exatamente por isso despertou interesse do São Paulo, que veio buscá-lo justamente no ano que o clube conquistou o título da Libertadores da América.
Todavia, na condição de reserva de nomes como Grafite e Diego Tardelli, as oportunidades foram raras, e assim foi considerado prescindível no elenco, o que facilitou empréstimos a clubes como o Palmeiras, Al Nassr da Arábia Saudita, Sport Recife, Fluminense, Vitória e Guarani até 2010, quando teve a experiência internacional no Kashiwa Reysol do Japão, disputando a segunda divisão, sem contudo se adaptar àquele novo ambiente, tanto que no ano seguinte acabou emprestado ao Ceará.
Curioso é que ele voltou a ter experiência no mercado internacional no Suwon Samsung Bluewings, da Coréia do Sul, em 2014, repetindo a falta de adaptação, e assim foi alternando passagens por clubes médios e grandes do Brasil como Corinthians, Botafogo (RJ), Internacional (RS), Red Bull Brasil e Operário do Paraná.
Em dezembro de 2020, foi contratado pela Inter de Limeira para disputar o Paulistão de 2021. Ao término da competição, anunciou a sua aposentadoria na carreira de atleta, sem que aquilo significasse afastamento do futebol. Incontinente, assumiu o cargo de gerente de futebol do clube, provavelmente sem imaginar que três meses depois fosse assumir interinamente a função de treinador na própria Inter.
A carreira ganhou relevância ao conquistar o acesso do Athletic (MG) à Série B do Brasileiro em 2024, o que permitiu engate na nova função em clubes como Londrina - novamente com acesso à Série B ano passado -, Sport, América Mineiro e agora o Atlético Goianiense.
Nenhum comentário:
Postar um comentário