sábado, 11 de julho de 2026

Goleiro Veloso fez historia no Palmeiras

Wagner Veloso, que entrou para a história do Palmeiras como o quarto goleiro que mais vestiu a camisa do clube, com 458 jogos, se sobressaiu pela persistência durante os anos 80 e 90 do século passado. Foram incontáveis situações desconfortantes ao ingressar na carreira, mas teve personalidade para enfrentá-las.

Isso porque, quando criança, em sua cidade natal de Araras (SP), brincava no portão de casa com o irmão, e o pai, serralheiro, soldava as partes danificadas. E quando se submeteu a testes no juvenil do Guarani, foi reprovado pelo preparador de goleiros da época, o saudoso Dimas Monteiro. Nem por isso esmoreceu.

Procurou oportunidade nas categorias de base do Palmeiras e foi aprovado, passando do infantil até aspirantes, integrando a Seleção Brasileira de base como terceiro goleiro e transformou-se em titular. Na sequência, uma séria lesão no braço colocou o início da carreira em risco, pois ele não conseguia girá-lo e tinha que fazer ajuste com o ombro.

Logo, teve que se submeter a três cirurgias, com enxerto ósseo. E, se dependesse da desestimulante fala do médico do profissional do clube, já teria se desligado. Ele lhe citou, taxativamente, que estava acabado para o futebol. Todavia, persistente, continuou o tratamento que se prolongou por mais de um ano, até que em 1988 assinou contrato profissional como terceiro da posição, atrás do titular Zetti e Ivan.

Com a chegada no Palmeiras do então treinador Nelsinho Baptista, dois anos depois, Veloso estava entre os dispensáveis, pois havia recomendação para a contratação de outro goleiro. Assim, acabou emprestado ao União São João de Araras, e as atuações convincentes ajudaram no acesso do clube ao Paulistão e Série A do Brasileiro. No retorno ao Palmeiras, para alternar a titularidade com o goleiro Sérgio, teve dificuldade para renovação de contrato em 1993, e isso gerou empréstimo ao Santos.

No retorno ao Palmeiras, valorizado, passou a contar com apoio do preparador de goleiros Valdir Joaquim de Moraes. Ele também entrou para a história do clube por ter sofrido gol de goleiro, com bola rolando. Foi em fevereiro de 1997, no Estádio Brinco de Ouro, quando o Palmeiras vencia o Guarani até os 46 minutos do segundo tempo por 3 a 2, e o então goleiro bugrino Hiran foi a área adversária, em cobrança de escanteio, e acertou cabeçada indefensável.