domingo, 26 de abril de 2026

Gaúcho, 'transformado em Mineiro', fez história no futebol

A história do ex-volante Mineiro - campeão mundial pelo São Paulo em 2005 - é de singularidade. Primeiro porque não é mineiro, e sim gaúcho de Porto Alegre. Então por que o apelido desconectado da realidade? Quando atuava na base do Inter (RS), ao lado de seu irmão - com fisionomia semelhante do então lateral-esquerdo Cláudio Mineiro -, ambos foram apelidados como 'Mineirão' e 'Mineirinho', ficando o rótulo no diminutivo para o volante, por causa da estatura de 1,69m de altura e franzino.

Como o irmão foi desligado primeiro do clube, Mineirinho passou a ser identificado apenas como Mineiro. E como igualmente foi dispensado da base do 'Colorado', topou o desafio de tentar a sorte no Rio Branco de Americana (SP), onde se profissionalizou. Em 1997 transferiu-se ao Guarani, porém o comando técnico não teve a devida percepção de que ele poderia evoluir tecnicamente.

Assim, coube a rival Ponte Preta detectar possibilidade de melhorar o potencial dele para o desarme a adversários, e tratou de levá-lo naquele mesmo ano. A permanência de cinco anos no clube provocou grande identificação com a torcida. E dali pra frente, além do vigor físico nas disputas de bola, o rendimento técnico dele cresceu assustadoramente, com incursões ao ataque.

Assim, os títulos começaram a surgir. Primeiro o Paulistão de 2004 pelo São Caetano, mas o ápice da carreira ocorreu no São Paulo, na temporada seguinte, com conquistas de Libertadores e Mundial de Clubes da Fifa, ocasião que marcou o gol da vitória sobre o Liverpool da Inglaterra, por 1 a 0. Antes disso há havia sido recompensado com convocações à Seleção Brasileira. Ele integrou o grupo que participou da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e aquele espaço continuou reservado dois anos depois, na conquista do título da Copa América na Venezuela.

Naquela ocasião, ele já havia se transferido ao futebol europeu e teve passagens por Hertha Berlim, Chelsea, Schalke 04 e Tus Koblens, clube que marcou o encerramento da carreira em 2012, para, em seguida, optar por fixar residência na Alemanha, em Gelsenkirchen, com esposa e dois filhos.

Lá, usando o nome de registro como Carlos Luciano da Silva, decidiu abrir a empresa de consultoria (MNR Sports & Integration), para auxiliar na adaptação de novos atletas no futebol alemão, e, devidamente adaptado. decidiu pela permanência.


domingo, 19 de abril de 2026

Paolo Guerrero, 42 anos, ainda está em atividade

 A essência da coluna é homenagear jogadores do passado que, por algumas razões, estiveram em evidência nas suas respectivas épocas. Todavia, se o foço é o centroavante Paolo Guerrero - ainda em atividade -, que completou 42 anos de idade em janeiro passado, natural recapitular outros atletas que, como ele, resistem ao tempo e continuam nos gramados.

O Botafogo da Paraíba aposta no meia Nenê - que recentemente se desligou do Juventude -, que vai completar 45 anos de idade em julho. E, com um ano a menos, encaixa-se o rodado centroavante Ciel, ora vinculado ao Ferroviário (CE). Já o zagueiro Thiago Silva estava em plena forma no Fluminense, e por isso o futebol português tratou de buscá-lo para jogar no Porto, mesmo sabendo que em setembro ele vai completar 42 anos de idade. E como goleiro pode ter vida longa no futebol, também no final de setembro Fábio, do Fluminense, vai fazer 46 anos de idade.

Logo, nenhuma anormalidade José Paolo Guerrero Gonzales estar vinculado ao Alianza Lima, clube que o revelou e abriu-lhe caminhos para trajetória vitoriosa. Nos três anos de Corinthians, a partir de 2012, logo de cara foi herói na conquista do título mundial de clubes, ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea.

Em 2014 ele ganhou a Bola de Prata da revista Placar como melhor atacante do Brasileirão, e ainda é considerado o estrangeiro que mais marcou gols pelo clube - com 47 -, um a mais que o argentino Carlito Tevez. Depois, passou por Flamengo, Inter (RS), Avaí e Racing da Argentina, antes do retorno ao Peru, com transferência ao César Valejo e Alianza Lima, do Peru.

Na passagem pela seleção peruana registro para gols e confusão. Acusado por uso de doping, chegou a ser condenado a cumprir pena de suspensão de 14 meses, que implicaria em ficar de fora da Copa do Mundo de 2018, mas o Tribunal Federal da Suíça aceitou a apelação e a pena seria cumpprida depois da Copa.

Em maio de 2019, um garçom do hotel onde a delegação peruana estava hospedada afirmou que Guerrero não foi responsável por caso de doping, já que, segundo ele, 'uma jarra mal lavada pode ter feito que caísse no doping", inocentando, desta forma, a culpa do atleta.

Relatos da mídia afirmam que ele tem medo de viajar de avião, devido à trágica morte de seu tio José González Ganoza, que morreu no desastre aéreo com o Alianza Lima em 1987.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Vinte anos sem o treinador Telê Santana

Treinadores de futebol da atualidade debruçam dia e noite em esquemas táticos e estudam variações de jogadas. No passado, tinham preocupação de aprimoramento de aspectos técnicos dos jogadores. Repetiam, quantas vezes fossem necessárias, trabalhos de fundamentos com atletas, visando melhor condicionamento para os jogos.

O próximo 21 de abril será marcado pelo vigésimo ano da morte dele, pois encaixava-se exatamente no perfil de aprimoramento técnico, embora fosse atento no aspecto tático, extraindo ensinamentos de ótimos professores nos tempos de jogador. No Fluminense, o saudoso técnico Zezé Moreira ensinou-lhe a importância do ponteiro ter duplicidade de função: de posse de bola fazer jogadas de fundo de campo, mas sem ela recuar no meio de campo para fechar os espaços do adversário.

Como treinador do São Paulo, pacientemente ensinou o ex-lateral-direito Cafu a cruzar, colocando a bola na área adversária em condição de o atacante marcar gols. Na década de 90 do século passado, o ataque são-paulino não tinha cabeceador, mas contava com um meia alto, como Raí. Pois Telê o condicionou a chegada dele ao ataque, e o incumbiu de aproveitar cruzamentos do fundo do campo, resultando num punhado de gols. E ainda agregou-lhe outra virtude: treinar exaustivamente cobranças de faltas até atingir aceitável índice de aproveitamento.

Telê não reclamava de retrancadas adversárias. Na concepção dele, se o seu time atacava mais e criava mais oportunidades. Aí cobrava competência para finalizar, tanto que reservava parte dos treinamentos para exercitar esse fundamento.

No comando da Seleção Brasileira, foi castigado naquele fatídico jogo pela Copa de 1982, da Espanha, com derrota por 3 a 2 para a Itália, pois precisava do empate e ele optou por futebol ofensivo. E isso persistiu na sequência da carreira, com cinco magníficos anos no São Paulo, quando conquistou o bicampeonato mundial na década de 90, mas teve que se afastar daquilo que julgava ser mais sagrado na vida.

Complicações cardíacas o deixaram debilitado desde 1995 e isso lhe provocou angústia, porque só se sentia completamente realizado se estivesse envolvido no esporte. Ele ainda tentou se distrair com atividades agropecuárias em seu sítio, em Belo Horizonte, ou colado na televisão acompanhando futebol, novelas e programas de auditório, mas ficava deprimido facilmente.


domingo, 5 de abril de 2026

Volante Amaral, atração nos gramados e histórias divertidas

Assuntos sobre o ex-volante Amaral de Palmeiras, Corinthias e uma infinidade de clubes ganha mais destaque em entrevistas de vídeos, pois as histórias são hilárias. Se fez sucesso enquanto atleta, com giro ao redor do planeta, até hoje dá ibope quando relacionado para entrevistas e participações em reality show.

Amaral continua espontâneo e ri dele mesmo ao lembrar do drible elástico que sofreu do ex-centroavante Romário, no Flamengo, que o deixou estonteado nos tempos de Corinthians, e complemento da jogada com aplaudido gol, no característico estilo cavadinha.

Haja espaço para tantas histórias sobre o capivariano Alexandre da Silva Mariano - apelidado de Amaral -, 54 anos de idade, que antes da carreira no futebol ajudou no sustento da mãe - separada do pai -, trabalhando em agência funerária, com a incumbência de vestir os mortos. O Palmeiras abriu-lhe as portas nas categorias de base, devido ao estilo raçudo, marcação forte e intensidade física. Assim, se caracterizou como incansável 'ladrão de bola'.

Foram quatro anos no Verdão, para em seguida iniciar um processo de transferência em clubes do exterior, numa operação vaivém. Passou pelo Parma e Fiorentina (ITA), Benfica (POR), Al-Ittihad (Arábia Saudita), Pogoń Szczecin (POL), Perth Glory (AUS), Manado United e Persebaya (IND) e Beşiktaş (TUR).

Em 1998, de volta ao Brasil e no Corinthians, marcou trajetória vitoriosa, com títulos do Brasileirão e Paulistão. Nos dois anos seguintes foi campeão, pelo Vasco, no Brasileirão e Copa Mercosul. E como não tinha parada em clubes, passou por Grêmio (RS), Vitória (BA), Atlético Mineiro, Santa Cruz e outros clubes de menor expressão, até que em 2013 havia decidido pelo encerramento da carreira, porém, dois anos depois, aos 41 anos de idade, acertou contrato com o Capivariano, e lá jogou pouco.

Ele atuou dois anos na Seleção Brasileira, a partir de 1995, e confessou ter vendido todas medalhas conquistadas, a fim de comprar uma casa à sua mãe. Devido ao bom humor e histórias curiosas que conta, sempre é requisitado para entrevistas e reality shows.

Após a 'aposentadoria', Amaral participou de diversos programas de entrevistas. Em 2015 ficou apenas uma semana em 'A Fazenda'. Três anos depois esteve no Dancing Brasil. Em 2023, o Charla Podcast revelou que ele cobrou cachê para ser entrevistado pelo programa.