A história do ex-volante Mineiro - campeão mundial pelo São Paulo em 2005 - é de singularidade. Primeiro porque não é mineiro, e sim gaúcho de Porto Alegre. Então por que o apelido desconectado da realidade? Quando atuava na base do Inter (RS), ao lado de seu irmão - com fisionomia semelhante do então lateral-esquerdo Cláudio Mineiro -, ambos foram apelidados como 'Mineirão' e 'Mineirinho', ficando o rótulo no diminutivo para o volante, por causa da estatura de 1,69m de altura e franzino.
Como o irmão foi desligado primeiro do clube, Mineirinho passou a ser identificado apenas como Mineiro. E como igualmente foi dispensado da base do 'Colorado', topou o desafio de tentar a sorte no Rio Branco de Americana (SP), onde se profissionalizou. Em 1997 transferiu-se ao Guarani, porém o comando técnico não teve a devida percepção de que ele poderia evoluir tecnicamente.
Assim, coube a rival Ponte Preta detectar possibilidade de melhorar o potencial dele para o desarme a adversários, e tratou de levá-lo naquele mesmo ano. A permanência de cinco anos no clube provocou grande identificação com a torcida. E dali pra frente, além do vigor físico nas disputas de bola, o rendimento técnico dele cresceu assustadoramente, com incursões ao ataque.
Assim, os títulos começaram a surgir. Primeiro o Paulistão de 2004 pelo São Caetano, mas o ápice da carreira ocorreu no São Paulo, na temporada seguinte, com conquistas de Libertadores e Mundial de Clubes da Fifa, ocasião que marcou o gol da vitória sobre o Liverpool da Inglaterra, por 1 a 0. Antes disso há havia sido recompensado com convocações à Seleção Brasileira. Ele integrou o grupo que participou da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e aquele espaço continuou reservado dois anos depois, na conquista do título da Copa América na Venezuela.
Naquela ocasião, ele já havia se transferido ao futebol europeu e teve passagens por Hertha Berlim, Chelsea, Schalke 04 e Tus Koblens, clube que marcou o encerramento da carreira em 2012, para, em seguida, optar por fixar residência na Alemanha, em Gelsenkirchen, com esposa e dois filhos.
Lá, usando o nome de registro como Carlos Luciano da Silva, decidiu abrir a empresa de consultoria (MNR Sports & Integration), para auxiliar na adaptação de novos atletas no futebol alemão, e, devidamente adaptado. decidiu pela permanência.