Outrora, sem a exigência de um singular condicionamento físico, incontáveis foram os atletas viciados numa cervejinha, alguns deles 'quebrando' a noite literalmente em casas noturnas. Hoje, com o prevalecimento da competitividade dos clubes, aquele sem a devida mobilidade perde espaço entre os titulares, e por isso há um natural controle por parte da maioria.
O ex-lateral-direito Cicinho, campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes pelo São Paulo, foi um dos raros que fez confissão do descontrolado vício da bebedeira, que começou aos 14 anos de idade, na chegada ao Botafogo de Ribeirão Preto, e depois chegou a ultrapassar mais de uma dezena de unidades por dia, além do cigarro.
O processo de libertação começou ao conhecer a sua esposa Marie em 2010, na passagem pela Roma (ITA), que o despertou sobres princípios cristãos, para, em seguida, no retorno ao tricolor paulista, por empréstimo, um trabalho com psicólogos e médicos ajudou a livrá-lo da dependência alcoólica e quadro depressivo, aos 30 anos de idade.
Cícero João de Cézare, natural de Pradópolis, interior de São Paulo, 46 anos de idade, sabia se defender apesar da estatura de 1,71m de altura, prova que nada permitiu, em seu setor, ao poderoso ataque do Liverpool, na final do Mundial de Clubes em 2005. E quando atacava, explorava velocidade de habilidade para criar jogadas e conclui-las, em temporada que marcou golaços diante do Palmeiras, pela Libertadores.
Depois de cinco anos no Botafogo, atuou no Atlético Mineiro, até a chegada vitoriosa no São Paulo, quando integrou a Seleção Brasileira em três jogos, com participação na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, como reserva do capitão Cafu.
Depois emendou passagens no futebol europeu no Real Madrid e Villarreal (ESP), Roma (ITA) e Sivasspor (TUQ), intercaladas com retornos ao Brasil no São Paulo, Sport Recife e Brasiliense, onde participou de duas partidas em 2018, e foi recomendado por médicos ortopedistas que deixasse o futebol, por conta de um problema no joelho.
No dia 6 de março do mesmo ano, em evento realizado no Estádio do Morumbi, anunciou o fim da carreira como jogador, ingressando, incontinenti, na função de comentarista do SBT, e agora na TV Bandeirantes, no programa Jogo Aberto, em substituição a Denílson, com opiniões incisivas sobre qualquer assunto, além de fazer palestras.