A essência da coluna é homenagear jogadores do passado que, por algumas razões, estiveram em evidência nas suas respectivas épocas. Todavia, se o foço é o centroavante Paolo Guerrero - ainda em atividade -, que completou 42 anos de idade em janeiro passado, natural recapitular outros atletas que, como ele, resistem ao tempo e continuam nos gramados.
O Botafogo da Paraíba aposta no meia Nenê - que recentemente se desligou do Juventude -, que vai completar 45 anos de idade em julho. E, com um ano a menos, encaixa-se o rodado centroavante Ciel, ora vinculado ao Ferroviário (CE). Já o zagueiro Thiago Silva estava em plena forma no Fluminense, e por isso o futebol português tratou de buscá-lo para jogar no Porto, mesmo sabendo que em setembro ele vai completar 42 anos de idade. E como goleiro pode ter vida longa no futebol, também no final de setembro Fábio, do Fluminense, vai fazer 46 anos de idade.
Logo, nenhuma anormalidade José Paolo Guerrero Gonzales estar vinculado ao Alianza Lima, clube que o revelou e abriu-lhe caminhos para trajetória vitoriosa. Nos três anos de Corinthians, a partir de 2012, logo de cara foi herói na conquista do título mundial de clubes, ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea.
Em 2014 ele ganhou a Bola de Prata da revista Placar como melhor atacante do Brasileirão, e ainda é considerado o estrangeiro que mais marcou gols pelo clube - com 47 -, um a mais que o argentino Carlito Tevez. Depois, passou por Flamengo, Inter (RS), Avaí e Racing da Argentina, antes do retorno ao Peru, com transferência ao César Valejo e Alianza Lima, do Peru.
Na passagem pela seleção peruana registro para gols e confusão. Acusado por uso de doping, chegou a ser condenado a cumprir pena de suspensão de 14 meses, que implicaria em ficar de fora da Copa do Mundo de 2018, mas o Tribunal Federal da Suíça aceitou a apelação e a pena seria cumpprida depois da Copa.
Em maio de 2019, um garçom do hotel onde a delegação peruana estava hospedada afirmou que Guerrero não foi responsável por caso de doping, já que, segundo ele, 'uma jarra mal lavada pode ter feito que caísse no doping", inocentando, desta forma, a culpa do atleta.
Relatos da mídia afirmam que ele tem medo de viajar de avião, devido à trágica morte de seu tio José González Ganoza, que morreu no desastre aéreo com o Alianza Lima em 1987.