A morte do ex-zagueiro Fernando Nariz - também identificado como Fernando Narigudo - no dia 22 de julho passado, aos 72 anos de idade, foi tida como esperada, visto que estava internado no Hospital das Clínicas de Bauru (SP), ao enfrentar problemas de saúde.
A passagem dele a partir do Comercial de Ribeirão Preto, em 1974, e estendida até 1992, na Matonense, nos remete aos tempos que ele se sobressaía no jogo aéreo e muita voluntariedade. Seu segundo clube na carreira foi o Santos, quando era reserva daquela equipe chamada 'Meninos da Vila', que conquistou o título paulista em 1978, num período em que era admissível apelidos constrangedores.
Foi época que isso era encarado com naturalidade, e remonta a década de 50 do século passado, quando o goleiro do Fluminense, Carlos da Silva Nascimento, acabou apelidado como Valudo pelos parceiros de clube, com justificativa que a pele dele era macia e lisa, parecida com tecido de veludo.
O então goleiro Manga foi assim identificado devido ao formato de sua cabeça, em época que o então franzino volante Chico, do Santos, inicialmente chamado de mosquitinho, teve que admitir o apelido de 'Formiga', e passou a ser citado como Chico Formiga.
Situação semelhante resultou no apelido de Alfinete ao lateral-direito do Corinthians do triênio a partir de 1981, época que o ex-centroavante Picolé - de Palmeiras e Portuguesa Santista - torcia o nariz pela forma como era chamado.
Cabe citar ainda mais dois casos na década de 80. Quando revelado pela Ponte Preta, o lateral-direito Edson foi apelidado de Abobrão, pelo fato de ter surgido no treino-peneira do juvenil com meias da cor abóbora. Já o ponta-de-lança Rubens Feijão não se zangava pelo apelido.
Quanto ao zagueiro Fernando Guisini Neto, que o nariz dele era desproporcional, isso ninguém negava. Nascido em Lençóis Paulista (SP), 1,80m de altura, iniciou a carreira de atleta no Comercial de Ribeirão Preto em 1974, e na temporada seguinte já estava vinculado ao Santos, com sequência basicamente em clubes do interior paulista, entre eles o Guarani, quando foi vice-campeão brasileiro de 1986, como reserva de Ricardo Rocha, e no clube ainda permaneceu na temporada seguinte.
Quando do encerramento da carreira de atleta, ingressou na função de treinador, em clubes do interior paulista, a maioria nas categorias de base.