Quem vê o ex-volante Zé Elias com detalhamentos táticos de jogos, através do canal ESPN, observa uma aula a incontáveis analistas de veículos de comunicação que vivem de elucubrações. É que o ex-atleta trabalhou com renomados treinadores e tem facilidade para se expressar, como exige a função do comunicador esportivo.
É obrigatório contar a história dele, enquanto atleta, associando a informação que, a princípio, na adolescência, ganhava mais dinheiro em clubes de futsal, modalidade esportiva praticada ainda criança, quando já mostrava vitalidade física para o desarme, e, de posse de bola, provocava correria no sentido da meta adversária.
Foi o Corinthians, através do saudoso treinador Mário Sérgio, quem lhe deu a primeira oportunidade em 1993, quando ainda tinha 16 anos de idade, identificado por alguns como jogador botinudo, pela forma contundente que disputava cada jogada, com carrinhos por vezes perigosos, embora ele jura ter sido expulso apenas seis vezes durante a carreira.
Na sequência, foi se aprimorando no aspecto técnico e viveu seu melhor momento no Corinthians em 1995, com os títulos do Paulistão, Copa do Brasil e convocação para a Seleção Brasileira. Logo, despertou interesse de clubes do futebol europeu, com passagens pelo Bayer Leverkusen da Alemanha, em 1996. Na Itália, integrou a Inter de Milão, quando atuou ao lado do meia Zidane e atacante Ronaldo Fenômeno. Por lá ainda esteve vinculado ao Bologna e Genoa, além de Olympiacos (GRE) e Omonia, do Chipre.
Após oito anos no exterior, Zé Elias retornou ao Brasil em 2004 para jogar no Santos, onde fez parte do elenco que conquistou o Campeonato Brasileiro daquela temporada. E antes do encerramento da carreira ficou três no Guarani, assim como esteve no Londrina em 2008, ocasião que chegou a marcar a despedida das atividades, mas foi convencido a voltar com proposta do clube austríaco Rheindorf Altach, onde ficou até a temporada seguinte.
Em 2011, já desvinculado de clubes, migrou à função de comentarista de futebol da Rádio Globo de São Paulo. Ele também foi surpreendido com ordem de prisão, justificada por não pagamento da pensão alimentar a filhos. Ficou encarcerado durante um mês, quando negou o descumprimento. O argumento foi ter feito o pedido de pagamento revisional de valores, visto que os seus rendimentos ficaram menores.
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