Como a Portuguesa de Desportos está em evidência, participando do Paulistão, cabe recapitular um pouco de sua história e citar o seu saudoso presidente Osvaldo Teixeira Duarte, que morreu em outubro de 1990, e comandou o clube entre os anos 70 e 80 do século passado, e hábito de entrar em rota de colisão com profissionais da imprensa.
Ele ‘peitava’ os principais jornais de São Paulo, com alegação que desdenhavam o seu clube. Aí o revide foi omissão do nome dele, que passou a ser identificado pelas inicias: OTD. Nem por isso ele modificou a sua conduta, assim como entrou em rota de colisão com a Federação Paulista de Futebol.
Em 1984, no regresso ao clube, exigiu vetos de árbitros da velha guarda em jogos de seu clube. Na relaão estavam Dulcídio Vanderlei Boschilia, José Assis Aragão, Roberto Nunes Morgado e Romualdo Arpi Filho. Quando a Lusa foi à final do Paulistão em 1985 contra o São Paulo, a entidade foi obrigada a escalar o desconhecido José Carlos Nascimento para apitar.
O temperamento intempestivo dele já havia sido observado em 1972, ao dispensar seis jogadores após derrota para o Santa Cruz por 1 a 0, no Estádio Parque Antártica. Marinho Perez, Lorico, Piau, Samarone, Ratinho e Hector Silva foram responsabilizados. OTD cobrava resultados e não tolerava erros grosseiros dos homens que comandavam o futebol. Assim, naquele período as campanhas do clube foram aceitáveis.
Igualmente as reformas no Estádio do Canindé foram feitas na gestão dele, trocando arquibancadas de madeira pela estrutura de cimento. Liderou campanhas de doações de materiais de construção, e em 1972 inaugurou obras do estádio, que posteriormente recebeu o nome dele.
Na segunda reeleição em 1974, ele agitou a colônia portuguesa ao elevar de 17.066 para 70 mil o número de associados do clube. Com domínio absoluto da situação, ele sabia até quantas toalhas estavam na sauna. Exigia que os departamentos economizassem custos. Assim conduziu o clube, para depois buscar lideranças visando sucedê-lo.
O último momento marcante do clube foi em 1996, com o vice-campeonato brasileiro. Também continuam lembrados idolos e pontas-de-lança exímios cabeceadores como Leivinha, Enéas e Servílio (os dois últimos falecido), além dos atacantes habilidosos Ivair e Dêner, e os zagueiros Ditão e Marinho Perez, os quatro últimos falecidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário