Estampidos provocados por rojões podem ser comunicado de que entorpecentes chegaram a determinada localidade. Outrora poderia ser aviso de que algum clube marcou gol. Todavia, por questão de segurança, desde meados da década de 70 do século passado, proibiram acesso de torcedores aos estádios com fogos de artifício. Eles se transformaram em armas nos confrontos de torcidas rivais.
Na década de 40, quando se constatava comportamento civilizado de torcedores, em vez de alambrados bastava uma cerca de madeira de um metro de altura. Até os anos 50 nem era preciso revistar torcedores nos portões de entrada dos estádios, mas três décadas depois foi necessário um pacote de medidas para garantir segurança durante a realização de jogos. Impediram acesso de bandeira com mastro inferior a 4m de altura, instrumento de percussão, guarda-chuva de ponta e até radinho de pilha, uma das medidas posteriormente revogada.
Que foguetório! Aquela fumaceira deixava tudo embaçado. Alguns gaiatos mal sabiam manusear rojões e sofriam queimaduras, mutilações nos dedos, danos nos olhos e até surdez.
Bons tempos em que os jogadores só subiam aos gramados minutos antes das partidas, plenamente aquecidos nos vestiários. Depois, preparadores físicos importaram da Europa a metodologia de aquecê-los nos gramados antes de se uniformizarem. Aí ficou sem graça a posterior saudação dos torcedores.
Outrora, editores de jornais não priorizavam imagens em movimento. Publicavam fotos posadas do time da casa, restritas aos 11 jogadores e o massagista, ocasião que os agachados deixavam a parte posterior da coxa encostada na panturrilha, enquanto hoje nem se pode dizer que a turma da frente fica agachada, já que sequer dobra os joelhos.
Se nos estádios a rigorosa fiscalização sobre fogos inibe torcedores, fora deles os abusos continuam, inclusive com representantes de torcidas organizadas programando brigas em locais pré-determinados, municiados de barras de ferro, facas e rojões.
Tal como aqui, na Alemanha torcedores usam rojões como arma nos conflitos fora dos estádios, mesmo com punições severas aplicadas aos desordeiros. Na Áustria, na virada do século, o goleiro Georg Koch, do Rapud, perdeu parte da audição após ser atingido no ouvido por fogos de artifício. Na Argentina, baterias de fogos provocam barulho ensurdecedor em jogos importantes dos rivais.
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