domingo, 4 de janeiro de 2026

Ex-meia Djalminha trouxe ao Brasil a 'cavadinha'


A displicência do atacante Gabigol, então do Cruzeiro, na 'cavadinha' em cobrança de pênalti e recuo de bola ao goleiro Hugo Souza, do Corinthians, implicou em perda do prêmio de R$ 33 milhões ao clube mineiro, na fase semifinal da Copa do Brasil.

E por que a volta sobre o assunto, se o atleta já se transferiu ao Santos? Porque o 'rei' das cavadinhas, no futebol brasileiro, foi o ex-meia Djalminha, desde quando se profissionalizou no Flamengo em 1989. O inventor dessa 'controvérsia' foi tchecoslovaco Antonio Panenka, em 1976.

Ao se desentender com o então ponteiro-direito Renato Gaúcho, no elenco flamenguista, o espaço de Djalminha foi encurtado no clube, o que facilitou a transferência para o Guarani, em 1993, com posterior empréstimo ao futebol japonês e repasse em definitivo ao Palmeiras, nos tempos de Parmalat.

Ele foi um talento que arrancou aplausos pela facilidade de bater na bola, colocar parceiros na cara do gol, e deixar a sua marca, muitos desses gols através de cobranças de faltas. Foi um líder que cobrava desempenho dos companheiros, porém de temperamento explosivo. Quando tocava a bola de primeira e recebia um passe 'quadrado', dava bronca. Numa amistoso do Guarani contra o Lázio da Itália, em Campinas, 'bateu boca' e quase saiu braço com o zagueiro Claudio.

Pior em 2002, no La Coruna da Espanha, quando se desentendeu e agrediu o seu treinador Javier Irureta com uma cabeçada. E decorrência do ato, foi afastado do clube e os direitos econômicos negociados com o Áustria Viena. E também foi cortado pelo treinador Luiz Felipe Scolari - o Felipão - da Seleção Brasileira, durante a fase preparatória à Copa do Mundo daquele ano. Encerrava ali o seu espaço percorrido no selecionado, desde 1997.

A carreira de Djalma Feitosa Filho foi encerrada no América do México, em 2004. Ele completou 65 anos de idade em dezembro passado, e mantém uma empresa de showbol, um jogo com regras adaptadas do futebol, praticado em quadra de grama sintética, de 42x22 metros, com seis jogadores distribuídos para cada equipe.

Ele é filho do falecido Djalma Dias, que fez sucesso no América (RJ), Palmeiras, Santos e Botafogo (RJ), um baita zagueiro nos anos 60/70, e injustiçado na Seleção Brasileira. Após participar das Eliminatórias à Copa do Mundo de 1970, no México, lamentável e injustificadamente ficou de fora.


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