domingo, 14 de dezembro de 2025

Adeus ao centroavante Manfrini

A morte do atacante Manfrini no último dia dez, aos 75 anos de idade, nos remete à destacada passagem dele pelo Fluminense, onde foi artilheiro do Campeonato Carioca no ano que lá chegou, em 1973, quando marcou 13 gols, dois dos quais contra o Flamengo na final.

Nos três anos de permanência no clube mostrou habilidade e facilidade no enfrentamento a goleiros. Naquele período, atuou ao lado de ídolos como Roberto Rivelino e Paulo César Caju, mas antes disso teve passagem de apenas quatro jogos pelo Palmeiras, em 1972 com histórico de quatro gols.

Se a carreira teve prolongamento até 1981, no Juventus, ao deixar o Fluminense seguiu para o rival Botafogo, totalizando 157 jogos e 61 gols. O começo foi na Ponte Preta em 1967, onde ficou por cinco anos, com início oscilante. Coube ao saudoso e talhado treinador Cilinho em 1970, corrigir o defeito do atleta que prender a bola exageradamente, com dribles desnecessários ainda antes daquele Paulistão, já fixado como centroavante.

Na chegada ao clube, sem pleno convencimento, cedeu a posição para Orlandinho. E quando conseguiu recuperá-la, em meados de 1968, perdeu espaço para o saudoso Paulo Leão, com a chegada dos 'medalhões' para incorporar o elenco pontepretano.

Na temporada seguinte, com a lesão do então meia-direita Dicá, o falecido treinador Zé Duarte o indicou como substituto, exatamente pela característica dele de não se fixar na área adversária. Todavia, o abuso da individualidade até perder a bola provocava irritação de torcedores, que vaiavam o atleta.

Como o pai dele vinha de São Paulo para assistir jogos em Campinas, se revoltava com as críticas, discutia asperamente com torcedores e, em algumas ocasiões a turma do 'deixa disso' foi obrigada a intervir para acalmar aquela situação.

Em 1969, com a recuperação física de Dicá, Manfrini perdeu lugar na equipe, pois o centroavante passou a ser o experiente Djair, que se desligou do clube na temporada seguinte, abrindo-lhe epaço para que finalmente ele pudesse ser fixado na equipe e convencesse plenamente, sendo um dos destaques da equipe naquela campanha que resultou no vice-campeonato paulista.

Embora chamado de Manfrini, o nome dele era Antonio Monfrini Neto, nascido em São Paulo, onde estava internado. Informações oficiosas citam que teria sofrido parada cardiorrespiratória, provocada por pneumonia.

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