domingo, 21 de dezembro de 2025

Após cumprir pequena pena por crime cometido, goleiro Bruno esta no cenário

Na antevéspera de Natal, quando supostamente o goleiro Bruno deveria estar cumprindo pena de prisão, por participação no assassinato da modelo Bruno Samudio, ele goza de liberdade, e assim comemora o 41° aniversário e, de quebra, um contrato profissional com o clube Capixaba, do Espírito Santo, para prosseguimento da carreira.

Este é um claro exemplo de que, ao participar de homicídio qualificado, Bruno cumpriu menos de um quarto da pena, À epoca, ele era goleiro vinculado ao Flamengo, numa equipe que contava, entre outros, com o lateral-direito Léo Moura, zagueiro David Braz, volantes Marcelinho Paulista e Camacho, e o atacante Emerson Sheik.

Bruno Fernandes das Dores de Souza, 1,90m de altura, nasceu em 1984, na cidade mineira de Ribeirão ds Neves, e começou a carreira de sucesso no Atlético Mineiro em 2004, para se transferir ao Flamengo quatro anos depois, como goleiro de elasticidade, reflexo apuradíssimo para defesas difíceis, e valia-se da coragem para saídas da meta visando interceptar cruzamentos.

Aquele assassinato da modelo Elize Samudio teve repercussão internacional, pela crueldade colocada em prática. Bruno teve participação no planejamento da morte por estrangulamento, corpo esquadrejado e cadáver enterrado com camada de concreto, para dificultar a identificação.

Investigação aqui e acolá, toda trama para dificultá-la foi descoberta, e tanto Bruno como outros partícipes do crime foram julgados e condenados em 2013, sendo que a sentença referente a ele foi de 22 anos e três meses de reclusão, em regime fechado. Desta forma, tudo indicava que pela crueldade do crime ele fosse cumprir pena mais longa, mas válvulas de escape no Código Penal permitiram que a sentença fosse afrouxada.

Inicialmente, por decisão monocrática do então ministro do STF, Marco Aurélio Marques, em fevereiro de 2017, foi decidido pelo hábeas corpus, após cumprimento de seis anos e sete meses de presão. Só que dois meses depois, em decisão do pleno do órgão, a decisão foi revogada e Bruno voltou à prisão.

Todavia, dois anos depois, a Justiça de Varginha decidiu pela progressão de pena para o regime semiaberto, o que possibilitou a reintegração do goleiro ao futebol no Rio Branco do Acre, depois Atlético Carioca, futebol varzeano no Bom Retiro do Espírito Santo, até ser anunciado como atleta do Capixaba (ES).


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