O já falecido apresentador de televisão Antônio Abjamra tinha um programa de entrevistas na TV Cultura chamado 'Provocações', e durante o encerramento perguntava ao entrevistado 'o que é a vida'? Pois cabe uma avaliação dos mistérios dela, com base na imprevisibilidade dos momentos vividos pelo ex-meia Geovani Faria da Silva, ídolo do Vasco da Gama nos anos 80 do século passado, morto no último 18 de maio, aos 62 anos de idade, em Vila Velha (ES), vítima de parada cardíaca, após passar mal de forma repentina.
Da felicidade pelas memoráveis atuações no clube cruzmaltino, ele também jogou no exterior pelo Karlsruher da Alemanha, Bologna da Itália, Tigres do México, sem que repetisse as atuações anteriores. De volta ao Brasil, atuou novamente no Vasco e, já na estrada da volta, esteve no Paulista de Jundiaí (SP), XV de Jaú (SP), Linhares (ES), Serra e Vilhavelhense, com carreira encerrada em 2002. Logo em seguida foi eleito deputado estadual pelo Espírito Santo, filiado ao PTB.
Há 20 anos sofreu aquelas dores n'alma que machucam mais que a dor física. Ficou quase um ano em uma cadeira de rodas, pois as pernas ficaram sem coordenação motora, vítima que foi de uma doença chamada polineuropatia, que na literatura médica é uma inflamação de múltiplos nervos das pernas, provocada por diabetes, alcoolismo ou até mesmo hereditária. Assim, fez uso de uma bengala quando o tratamento fisioterápico começou a dar resultados e isso possibilitou que voltasse a andar.
Aos 16 anos, com 1,68m de altura, já se destaca nos juniores da Desportiva de Vitória do Espirito Santo - cidade em que nasceu -, e o Vasco tratou de buscá-lo. Em 1983, foi um dos destaques da Seleção Brasileira sub-20, na conquista do título mundial disputado no México, ocasião que marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, em cobrança de pênalti.
No elenco de profissionais do Vasco jogou ao lado de craques como Romário e Roberto Dinamite, e se destacou pela habilidade, visão privilegiada e exímio cobrador de faltas, com bola sobre a barreira e dificuldade de defesas dos goleiros. Assim, se tornou um dos maiores meias da história do clube,
Em 1988 participou dos Jogos Olímpicos de Seul, Coréia do Sul, conquistando a medalha de prata. Também integrou a seleção principal em 23 partidas e cinco gols.
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