O próximo sete de fevereiro vai marcar os 77 anos de idade do ex-meio-campista e ex-treinador Paulo César Carpegiani, gaúcho de Erechim, uma história de 48 anos atuando no futebol, 11 deles enquanto atleta de sucesso no Inter (RS) e Flamengo, e registro de carreira prolongada de 37 anos na condição de treinador, a partir de 1981.
Enquanto atleta, inicialmente mostrou-se um meia de armação capacitado pelos passes longos de altíssima precisão, além dribles curtos e objetivos, quando formou trio de meio-de-campo com Caçapava e Falcão, durante a conquista do bicampeonato brasileiro do Inter no biênio 1975/76. Todavia, como o futebol gaúcho sempre recomendou alta competitividade, assim assimilou o bom poder de marcação.
Ele chegou ao Flamengo em 1977, mas uma lesão no joelho, dois anos antes, com cirurgia de menisco, serviu para limitar bastante a carreira dele, que se prolongou até 1980, quando atuou ao lado do meia Zico e lateral-esquerdo Júnior. No ano seguinte, a direção do clube o lançou como treinador 'tampão' e, de imediato, conquistou títulos da Libertadores, Mundial de Clube e Carioca, enquanto na temporada seguinte foi campeão do Brasileirão.
Como jogador, atuou no Internacional e Flamengo, além da Seleção Brasileira, com participação na Copa do Mundo de 1974, em substituição do volante Clodoaldo. Foi quando preferiu não ser identificado como apenas como Paulo César – a exemplo do Inter -, para que não foi feita confusão com o outro famoso Paulo Cézar, o Caju.
Como treinador, além de se destacar no Flamengo, pergunta-se em qual grande clube brasileiro não trabalhou? A carreira se extendeu até 2018 no Vitória da Bahia, com passagens ainda por São Paulo (duas vezes), Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Athletico Paranaense, Coritiba, Ponte Preta, Barcelona de Guaiaquil (EQU), Cerro Porteño (PAR), Al Nasser (Arábia Saudita), e as seleções paraguaia e do Kwait.
Na seleção paraguaia, ele montou um time que ganhou respeito, principalmente pelo setor defensivo, que contava com o goleiro José Luis Chilavert, o lateral-direito Francisco Arce (que atuou por Grêmio e Palmeiras) e uma dupla de zaga com Celso Ayala e Carlos Gamarra. Este último, no auge da forma, não cometeu uma falta sequer na Copa do Mundo de 1998, com chegada até às oitavas de final, perdendo para a campeã daquela edição, a França.