domingo, 28 de dezembro de 2025

Registros de ex-atletas que morreram em 2025


Conforme registros da coluna, foram nove os ex-atletas mortos neste 2025, com início do polivalente Lima, do Santos, dia três de fevereiro, aos 83 anos de idade, vítima de problemas nos rins e coração. Volante por vocação, ele se adaptou em outras posições, a partir de 1961.

Em março, registro de perdas de dois ex-zagueiros: no dia sete, Luiz Carlos Galber, aos 77 anos de idade, devido à complicações renais. Ele atuou pelo Corinthians na década de 70, enquanto Alfredo Mostarda, do Palmeiras, foi vítima de Alzheimer, e o falecimento deu-se no dia 28, aos 78 anos de idade.

O câncer de próstata determinou a morte do renomado goleiro Manga no dia oito de abril, próximo de completar 87 anos de idade. Ele teve passagens por Botafogo (RJ), Inter (RS), Nacional (URU), até a despedida no Barcelona de Guayaquil (EQU), em 1981. Também jogou na Seleção Brasileira.

WAGNER BASÍLIO E LEAL

Outras duas mortes no mês de julho. Dia 15 foi o zagueiro Wagner Basílio, aos 65 anos de idade, vítima de insuficiência renal, doença que se arrastava há quatro anos. Ele participou do título do Brasileiro pelo São Paulo, de 1986, na final contra o Guarani, ocasião que, já na prorrogação, cometeu pênalti sobre o ponteiro-esquerdo João Paulo, não assinalado pelo árbitro José Assis Aragão. Já no dia 29, foi o ex-atleta e ex-treinador João Leal Neto, aos 87 anos de idade. Ele foi um meia que em final de carreira acabou transformado em volante no São Paulo, durante o biênio 1963/64

Como vários jogadores apelidados como Paulinho passaram pelo Corinthians, é preciso identificar aquele que morreu no dia 28 de setembro: foi o primeiro volante estilo 'caçador', com chegada ao clube em 1981, atuando no quarteto de meio-de-campo com Biro-Biro, Zenon e Sócrates. Ele estava com 68 anos de idade,

EDU MANGA E MANFRINI

O meia Edu Manga morreu no dia três de outubro, aos 58 anos de idade, vítima de problemas renais. Revelado na base do Palmeiras, coube ao ex-lateral-esquerdo Denys acrescentar 'Manga' com a questionável justificativa de cabelos encaracolados. Ele participou da Seleção Brasileira, em clubes sul-americanos, na Espanha e Japão.

O último registro foi do centroavante Manfrini, que morreu dia dez de dezembro, aos 75 anos de idade. Ele brilhou no Fluminense, no triênio a partir de 1973. O início da carreira ocorreu na Ponte Preta, em 1967.


domingo, 21 de dezembro de 2025

Após cumprir pequena pena por crime cometido, goleiro Bruno esta no cenário

Na antevéspera de Natal, quando supostamente o goleiro Bruno deveria estar cumprindo pena de prisão, por participação no assassinato da modelo Bruno Samudio, ele goza de liberdade, e assim comemora o 41° aniversário e, de quebra, um contrato profissional com o clube Capixaba, do Espírito Santo, para prosseguimento da carreira.

Este é um claro exemplo de que, ao participar de homicídio qualificado, Bruno cumpriu menos de um quarto da pena, À epoca, ele era goleiro vinculado ao Flamengo, numa equipe que contava, entre outros, com o lateral-direito Léo Moura, zagueiro David Braz, volantes Marcelinho Paulista e Camacho, e o atacante Emerson Sheik.

Bruno Fernandes das Dores de Souza, 1,90m de altura, nasceu em 1984, na cidade mineira de Ribeirão ds Neves, e começou a carreira de sucesso no Atlético Mineiro em 2004, para se transferir ao Flamengo quatro anos depois, como goleiro de elasticidade, reflexo apuradíssimo para defesas difíceis, e valia-se da coragem para saídas da meta visando interceptar cruzamentos.

Aquele assassinato da modelo Elize Samudio teve repercussão internacional, pela crueldade colocada em prática. Bruno teve participação no planejamento da morte por estrangulamento, corpo esquadrejado e cadáver enterrado com camada de concreto, para dificultar a identificação.

Investigação aqui e acolá, toda trama para dificultá-la foi descoberta, e tanto Bruno como outros partícipes do crime foram julgados e condenados em 2013, sendo que a sentença referente a ele foi de 22 anos e três meses de reclusão, em regime fechado. Desta forma, tudo indicava que pela crueldade do crime ele fosse cumprir pena mais longa, mas válvulas de escape no Código Penal permitiram que a sentença fosse afrouxada.

Inicialmente, por decisão monocrática do então ministro do STF, Marco Aurélio Marques, em fevereiro de 2017, foi decidido pelo hábeas corpus, após cumprimento de seis anos e sete meses de presão. Só que dois meses depois, em decisão do pleno do órgão, a decisão foi revogada e Bruno voltou à prisão.

Todavia, dois anos depois, a Justiça de Varginha decidiu pela progressão de pena para o regime semiaberto, o que possibilitou a reintegração do goleiro ao futebol no Rio Branco do Acre, depois Atlético Carioca, futebol varzeano no Bom Retiro do Espírito Santo, até ser anunciado como atleta do Capixaba (ES).


domingo, 14 de dezembro de 2025

Adeus ao centroavante Manfrini

A morte do atacante Manfrini no último dia dez, aos 75 anos de idade, nos remete à destacada passagem dele pelo Fluminense, onde foi artilheiro do Campeonato Carioca no ano que lá chegou, em 1973, quando marcou 13 gols, dois dos quais contra o Flamengo na final.

Nos três anos de permanência no clube mostrou habilidade e facilidade no enfrentamento a goleiros. Naquele período, atuou ao lado de ídolos como Roberto Rivelino e Paulo César Caju, mas antes disso teve passagem de apenas quatro jogos pelo Palmeiras, em 1972 com histórico de quatro gols.

Se a carreira teve prolongamento até 1981, no Juventus, ao deixar o Fluminense seguiu para o rival Botafogo, totalizando 157 jogos e 61 gols. O começo foi na Ponte Preta em 1967, onde ficou por cinco anos, com início oscilante. Coube ao saudoso e talhado treinador Cilinho em 1970, corrigir o defeito do atleta que prender a bola exageradamente, com dribles desnecessários ainda antes daquele Paulistão, já fixado como centroavante.

Na chegada ao clube, sem pleno convencimento, cedeu a posição para Orlandinho. E quando conseguiu recuperá-la, em meados de 1968, perdeu espaço para o saudoso Paulo Leão, com a chegada dos 'medalhões' para incorporar o elenco pontepretano.

Na temporada seguinte, com a lesão do então meia-direita Dicá, o falecido treinador Zé Duarte o indicou como substituto, exatamente pela característica dele de não se fixar na área adversária. Todavia, o abuso da individualidade até perder a bola provocava irritação de torcedores, que vaiavam o atleta.

Como o pai dele vinha de São Paulo para assistir jogos em Campinas, se revoltava com as críticas, discutia asperamente com torcedores e, em algumas ocasiões a turma do 'deixa disso' foi obrigada a intervir para acalmar aquela situação.

Em 1969, com a recuperação física de Dicá, Manfrini perdeu lugar na equipe, pois o centroavante passou a ser o experiente Djair, que se desligou do clube na temporada seguinte, abrindo-lhe epaço para que finalmente ele pudesse ser fixado na equipe e convencesse plenamente, sendo um dos destaques da equipe naquela campanha que resultou no vice-campeonato paulista.

Embora chamado de Manfrini, o nome dele era Antonio Monfrini Neto, nascido em São Paulo, onde estava internado. Informações oficiosas citam que teria sofrido parada cardiorrespiratória, provocada por pneumonia.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Quinze anos sem o zagueiro Ramos Delgado

O último três de dezembro marcou o 15º ano da morte do zagueiro argentino José Manuel Ramos Delgado, vítima do Mal de Alzheimer, doença degenerativa que implica em perda total da memória em pacientes terminais. Assim, meses antes da morte, de certo não identificaria fotografia de Pelé.

Veja que foram amicíssimos nos tempos de Santos, entre 1967 e 1972. E nos últimos anos de vida, já radicado em seu país, foi diagnosticado com a doença que, em estado terminal, provoca perda de massa muscular e mobilidade, situação que contrasta com a compleição física vigorosa do período de atleta, quando levava a campo a raça argentina.

Se o Alzheimer em estágio avançado limita o enfermo a pronúncias de apenas algumas palavras, sem concatenar frases, no auge da carreira ele comandava a defesa aos berros, se necessário. Também sabia antecipar adversários, sair jogando com categoria e sabia orientar companheiros do compartimento defensivo.

Ainda no Santos, Ramos Delgado chegou a ser comparado ao seu antecessor Mauro Ramos de Oliveira, mas lembrança de mesmo estilo - e não muito distante – foi de Ricardo Rocha, ex-Santa Cruz (PE), Guarani, São Paulo e Seleção Brasileira.

Assim, participou dos Mundiais de 1958 e 1962 pela Argentina, período em que atletas platinos se transferiam regularmente ao Brasil. O mesmo Santos, em busca de um goleiro para interceptar cruzamentos, contratou Agostín Mario Cejas.

A imigração de ‘boleiros’ argentinos começou a ganhar destaque nos anos 40, quando o Palmeiras foi buscar o zagueiro Luis Villa, de estilo clássico. Em seguida o São Paulo trouxe o meia Sastre, quando já contava com o futebol elegante do então zagueiro Armando Renganesch, que posteriormente se transformou num treinador qualificado.

No final da década de 60 do século passado, o Palmeiras foi buscar em Buenos Aires o centrovante Luis Artime, um emérito cabeceador. No mesmo período, passou quase que despercebido no Juventus - clube da capital paulista - o então jogador Cesar Luis Menotti, que posteriormente conquistou o título mundial como técnico da Seleção Argentina na Copa do Mundo de 1978.

Na mesma época, o Cruzeiro contou com o eficiente do zagueiro Perfumo, enquanto o Flamengo se valia dos gols do centroavante Doval, que morreu aos 46 anos de idade, em 1991, ao sofrer enfarte fulminante.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Picasso, goleiro acusado de não enxergar à noite

O ex-meia Alex do Palmeiras - hoje treinador - usava lentes de contato para correção de astigmatismo e miopia. Idem para o também ex-meia Kaká, da Seleção Brasileira, diferentemente de boleiros de décadas passadas que viam tudo embaçado à frente e se recusavam usar às tais lentes.

Bastava o saudoso goleiro Orlando Gato Preto, da Portuguesa, ser traído por bolas defensáveis em jogos noturnos para ser acusado de não enxergar direito, como também suspeitaram de deficiência visual do também goleiro Wendell, após a segunda partida do Guarani na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1982, contra o Flamengo, em Campinas, ao ‘aceitar’ chute relativamente fraco do ex-meia Zico, do meio da rua.

O goleiro Picasso foi vítima de mesma acusação nos tempos de Grêmio portoalegrense no triênio de 1972 a 1975. A cada gol sofrido de longa distância à noite reabria-se o polêmico discurso. A contrapartida era a concordância de que em jogos diurnos o reflexo era apuradíssimo, aliado a colocação sempre adequada.

Embora com histórico de sete derrotas, cinco empates e uma vitória em Grenais, Picasso ficou 611 minutos sem sofrer um gol sequer no tricolor gaúcho, num time formado por Picasso; Everaldo, Anchieta, Beto e Jorge Tabajara; Carlos Alberto e Ivo; Catarina, Oberti, Lairton e Loivo.

O encerramento da carreira foi no Santa Cruz (PE) em 1976. Ficou a biografia com o título do Campeonato Paulista pelo Palmeiras em 1963, após goleada por 3 a 0 sobre o Noroeste, nesse time: Picasso; Djalma Santos, Djalma Dias, Carabina e Vicente; Zequinha e Ademir da Guia; Julinho, Servílio, Vavá e Gildo. Nos dois anos subseqüentes foi reserva de Valdir Joaquim de Moraes.

Em decorrência disso, ficou amargurado com a carreira de atleta sem prosperidade e decidiu abandoná-la, ocasião que optou pelo trabalho como metalúrgico na Volkswagem. Três meses depois foi convencido voltar aos gramados pelo então treinador do Juventus, Sylvio Pirilo. Pronto. Reacendia ali o Picasso predestinado a fazer sucesso no futebol, tanto que o São Paulo foi buscá-lo em 1967.

Quando já estava se acostumando com convocações à Seleção Brasileira, numa partida do tricolor paulistano contra o Santos foi vítima de fratura no pé. Como a lesão travou-lhe a carreira, optou sair de cena e residir em Porto Alegre (RS). Agora está com 86 anos de idade.