O ex-ponteiro-esquerdo Tato foi titular da histórica equipe campeã brasileira do Fluminense de 1984 e no tricampeonato carioca de 1983 a 1985, período que por três vezes participou de jogos da Seleção Brasileira. E quando anunciaram a morte dele no dia 27 de janeiro passado, aos 64 anos de idade, a natural indignação ficou por conta dos desígnios da vida e a forma cruel reservada para determinadas pessoas.
Carlos Alberto Araújo Prestes, o Tato, natural de Curitiba (PR) e morto no Rio de Janeiro, foi vítima de um câncer de esôfago, uma doença dolorida, pois o enfermo tem a sensação de que a comida fica presa na garganta ou no peito, provocando dificuldades de engoli-la, o mesmo se aplicando a líquidos. Também provoca dor no peito, e alguns pacientes descrevem como sensação de pressão ou queimação no peito.
Tato foi um hábil ponteiro-esquerdo, quando ao ocupante do setor era atribuída a capacidade de dribles, para escapar da marcação de laterais e exercer a função de assistente de artilheiros como os atacantes Washington e Assis, num time que contava com o lateral-esquerdo Branco, o meia Romerito e era treinado por Carlos Alberto Parreira.
O histórico de gols dele no Fluminense ficou restrito a 18 no total de 242 partidas, no período de 1983 a 1988, época que seletivamente o clube mandava jogos em seu seu estádio, conhecido como Laranjeiras, mas o nome é Manoel Schwarz, com capacidade limitada para cerca de dez mil pessoas, que deixou de ser utilizado para jogos em 2003, mesmo ano que, durante um treinamento, o então centroavante Romário, irritado, agrediu um dos torcedores que xingaram os atletas e fizeram provocações atirando uma galinha viva no gramado.
Revelado Internacional (RS) em 1982 , transferiu-se ao Goiânia naquela mesma temporada. Quando saiu do Brasil em 1989, foi jogar no Elche Club de Fútbol, da Espanha, mas no mesmo ano retornou ao País para jogar no Vasco, e integrou o elenco que conquistou o Campeonato Brasileiro. Depois disso, a carreira ainda se estendeu no Sport, Santos, Grêmio e Coritiba em 1993.
Tato chegou a ser auxiliar-técnico de Gilson Kleina no Ipatinga (MG), e na função trabalhou ainda em clubes como Caxias, Caldense e Paysandu, mas não prosperou. Assim, preferiu manter a sua imobiliária em Curitiba e montar a própria escolinha de futebol no Rio de Janeiro.
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